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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Six Things Venture Capital Investors Never Want to Hear from Entrepreneurs

Bom artigo sobre capital de risco e empreendedores.
Venture capitalists by their very nature are risk adverse and a very skittish bunch. They do not like to hear things that do not ring true in their minds or underline the credibility of the entrepreneur.

Ideias de negócio

As melhores oportunidades de negócio parecem muitas vezes, à partida, autênticos disparates.
Veja-se este interessante artigo na Forbes.com.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Recentemente colaborei com agrado na revista EXIT, que publicou um número sobre o tema do empreendedorismo social: http://ping.fm/7fq32

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

From Babson Entrepreneur's Lab

"Intrapreneurs," or corporate entrepreneurs, are less common in factor- and efficiency-driven economies, compared with economies driven by innovation... http://sbne.ws/r/2Bie

No more Mr. Nice Entrepreneur

Looking back on 25 years in business, entrepreneur and author Jay Goltz has two words of advice for those just starting out: Toughen up. Whether dealing with employees, vendors or customers, ...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

interior desquecido e ostracizado



Regressado duma viagem de 5 dias a Idanha-a-Nova, parece-me oportuno reunir umas breves ideias sobre a actividade empreendedora em Portugal e a forma como está tão mal distribuída.

O estudo que publiquei em 2003 mostrou uma grande diferença entre Lisboa e Porto e o resto do país, entre o litoral e o interior. Não só existem muito mais empresas nas regiões mais desenvolvidas, como se criam nelas muito mais empresas anualmente, mesmo se calcularmos esses indicadores em termos de empresas por milhar de habitantes ou empresas por milhar de empresas já existentes.

A frieza dos números torna-se mais humanizada, mas também mais gritante, quando se passa algum tempo nestas regiões do interior.

Esta minha viagem permitiu-me perceber algumas das razões que tornam mais difícil criar empresas neste interior (citando Herman José) "desquecido e ostracizado".

Deixo só duas ideias a este respeito:

1) Criar empresas para vender a quem?
A densidade populacional é muito menor e o poder de compra claramente inferior, até por causa da elevada percentagem de habitantes na terceira idade, a viver de reformas ridiculamente baixas.

2) Criar empresas para exportar, ou vender para outras regiões do país, ali? Tão longe de tudo?
Quem pretender exportar não tem verdadeiramente motivos para criar a sua empresa tão longe dos portos, dos terminais TIR, das linhas ferroviárias internacionais, dos aeroportos... de tudo.

E, no entanto, "algo se move" nestas regiões.

Pude comprovar a importância de três vectores para "animar" este interior:

a) as autarquias podem ter um papel fundamental na promoção do empreendedorismo público e no desenvolvimento de infraestruturas para a instalação e funcionamento de novas empresas;

b)a migração para os centros urbanos, sobretudo da população mais jovem, aumenta a desertificação dos campos e das aldeias, mas cria oportunidades de investimento nas cidades, como verificaram os maiores grupos de distribuição (lá estão os centros comerciais e os hipermercados, por exemplo);

c) o ensino superior constitui um terceiro vector fundamental para promover algum desenvolvimento e para fixar populações qualificadas.

É claro que nada disto é suficiente mas, se calhar, é o caminho possível para contrariar este atraso crescente do interior.

Com sorte, conseguirei actualizar ainda este ano o estudo acima referido e poderei verificar se a diferença de actividade empreendedora se manteve ou se reduziu. (o papel da sorte aqui resulta de ser necessária a colaboração de entidades públicas para recolher a informação).

Veremos.