Ocorreu um erro neste dispositivo

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mais tecnologia para o dia-a-dia

Bloom Energy.

Outro exemplo, na sequência do último post, duma startup que pretende aplicar tecnologias existentes aos problemas das pessoas.

Ok, neste caso pegaram numa tecnologia já existente (células de combustível) e estão procurar melhorá-la significativamente.

No entanto, tal como a anterior, nem estão numa indústria "high-tech", nem pretendem reinventar a roda.

Apenas querem usar esta tecnologia (repito, previamente existente) para fornecer energia aos edifícios.

Um pequeno aparelho (na versão maior, com todo o equipamento, não ultrapassa a dimensão dum frigrífico) chega para abastecer uma habituação familiar. No entanto, o coração do equipamento, chamado Bloom Box, é do tamanho dum tijolo.

Cinco Bloom Boxes estão já a fornecer energia aos datacenters da eBay, com uma poupança na ordem dos $100 mil nos últimos 9 meses.

Será este o futuro da energia?

Será que, em vez de bilhas de gás, vamos passar a ir ao supermercado comprar uma Bloom Box, porque a antiga já acabou e vai dar o futebol na TV?

A Bloom Energy diz que sim, dentro de 5 a 10 anos.

Esperem por novidades desta startup, que tem entre os financiadores um dos investidores que apoiaram a criação da Google.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tecnologia e Tecnológicas

Procurar ideias de negócio leva muitas vezes as pessoas a olhar para as indústrias tecnológicas, porque é aí que surgem as grandes novidades...

E, no entanto, o sucesso está em resolver problemas às pessoas... seja em que indústria for.

Veja-se este exemplo: Greenroad.

Uma startup que quer lançar produtos na... estrada!

Isso mesmo, na estrada. O primeiro produto lançado visa "obrigar" os condutores de pesados a respeitarem sempre as regras de condução. Tão simples como isso: luz verde, luz amarela, luz vermelha.

Pormenor: a empresa de transportes cujos condutores mantêm a luz sempre verde, pode poupar até €200 por veículo por ano em combustível, e talvez mais que isso por evitar acidentes...

No fundo, esta startup dirige-se a um mercado enorme: a estrada é uma das principais causas de morte em todo o mundo e um dos principais sorvedoros de energia.

Outro pormenor, caso esteja a pensar que isto não tem pernas para andar: o israelita que criou esta startup já angariou capitais de risco de duas empresas ligadas a pessoas famosas. $40 milhões duma empresa do Richard Branson e $10 milhões duma empresa do Al Gore.

Aplicar tecnologias já existentes (GPS, Google maps,...) aos problemas das pessoas. Esta é ainda a melhor forma de criar negócios de sucesso. Sem reinventar a pólvora. Nem a roda.


Informação adicional: Techcrunch

domingo, 21 de fevereiro de 2010

E agora é a investigação. Tudo a Àsia levou.

Primeiro foi a mão de obra barata.

Os postos de trabalho que construíram a riqueza ocidental na segunda metade do século passado migraram todos para a Àsia (primeiro eram as Coreias, o Bangladesh, a Tailândia,... depois a Índia e a China).

Agora parece que o mesmo está a acontecer com a investigação, como se pode ver no seguinte gráfico:

CHART OF THE DAY: Asia Killed Us With Low-End Labor, And Now They're About To Finish The Job

Em cinco anos, a percentagem de investigadores a trabalhar na Àsia passou de 35 para 41%.

Se é verdade que isto assusta muita gente no ocidente (vem aí a invasão amarela...), a verdade é que outra coisa não seria de esperar.

Afinal não é na Àsia que vive praticamente metade da humanidade?

Quem acha que isto é uma ameaça?

Ou será uma oportunidade?

Digam de vossa justiça.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Aí vem o Facebook. Nada resiste.

E o facebook ameaça mesmo ultrapassar o Google e o Yahoo.

No que diz respeito ao tempo que as pessoas passam em cada site, o facebook já há muito tinha deixado o myspace para trás e agora ultrapassou a Microsoft e aproxima-se "perigosamente" da Google e do Yahoo.


CHART OF THE DAY: Facebook Catching Up To Google And Yahoo As Your Home On The Web

É um autêntico tsunami, o crescimento do facebook em todo o mundo.

Já ultrapassou os 400 milhões de utilizadores, já ultrapassou nos EUA o Google enquanto origem do redireccionamento de utilizadores online e não abranda... pelo contrário.

Até onde chegará?

Conseguirá dar o "tal passo seguinte", já aqui mencionado noutro post, de criar um meio de pagamento online?

O que acham?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Apple e as máquinas de fazer dinheiro

No post anterior falei em máquinas de fazer dinheiro, a propósito da Apple.

Vejamos, cerca de 40 mil milhões (ou bilhões) de dólares em disponibilidades é realmente muito dinheiro acumulado.

Sobretudo se pensarmos que, há uma década atrás, quando o Steve Jobs voltou à empresa, foi preciso obter umas injecções de capital para poder cumprir as obrigações...

No entanto, a Apple não está só, como se pode ver no próximo gráfico:



Fonte:
CHART OF THE DAY: Apple's Giant Pile Of Cash In Context

A Microsoft não lhe fica atrás e a Google e a Intel também têm umas "simpáticas" reservas de 25 e 18 mil milhões, respectivamente.

Note-se, no entanto, a tendência decrescente nas disponibilidades da Intel.

Será que a Apple vai deixar a concorrência para trás, nesta "corrida" para ver quem junta mais dólares?

O que acham?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Apple, a empresa que vende iPhones

Não é o iPod (já não é).

Não é o iPad (ainda não é).

Muito menos são os Mac.

O que faz da Apple uma das empresas mais ricas do mundo, actualmente, são as vendas do iPhone.


CHART OF THE DAY: Apple, The iPhone Company

Que incrível máquina de fazer dinheiro.

Neste gráfico, vale a pena, no entanto, olhar para o desempenho do iPod desde 2006. Tem picos, tem vales, mas continuou a ser uma fonte de receitas estável durante todo este tempo. Tal como o iTunes (que tem uma ligeira tendência de subida) e tal como os Mac (que também tendem a crescer).

Daqui a um ano, valerá a pena voltar a olhar para este gráfico.

Acham que o iPad vai suplantar o iPhone, como fonte de crescimento de receitas para a Apple?

Ou vai ser um buraco?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Os alvos da especulação

Alguém se lembra quando a Rússia, o Brasil e outros países foram obrigados a desvalorizar por causa da especulação à volta da sua moeda?
Muito dinheiro foi ganho por quem "vendeu curto" essas moedas (milhões e milhões de euros "investidos" nessa especulação) e comprou depois da desvalorização.

Hoje passa-se algo semelhante com a dívida pública dos países da UE e (parcialmente) da zona euro.

Só que enquanto a imprensa concentra os seus rumores, supostamente bem informados, nos países do sul (até cunharam um novo termo: PIIGS = Portugal, Italy, Ireland, Greece, and Spain), os "investidores" vêm colocando o seu dinheiro nos países de Leste, como se vê neste gráfico:

CHART OF THE DAY: See The Countries Short-Sellers Are Abusing

É verdade que Portugal está lá em cima, mas muito longe da Roménia, por exemplo.

A aposta destes "investidores" é que a dívida pública destes países vai valer muito menos, porque eles vão entrar em incumprimento.

Quem vai ganhar esta "corrida"? O sul ou o leste?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Google Wave. Grande potencial, pouca adesão

Inovar não é inventar!

Não basta "sair-se" com um produto completamente novo, com grandes capacidades técnicas, que faz coisas fantásticas....

Isso não chega para conseguir uma inovação de sucesso.

É preciso, nomeadamente, agradar aos clientes. Cativá-los.

Vem isto a propósito do Google Wave.

Ia "matar o email", revolucionar a forma como trabalhamos e colaboramos uns com os outros e tal...

Talvez uma das próximas versões... esta está cair no esquecimento. Veja os dados se não acredita:

 



Conhece alguém que use o Google Wave?

Alguém que ainda tente usá-lo?


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

iPod ou Kindle, onde vamos ler os nossos livros?

Faz já mais de 10 anos que a Apple mudou a forma como consumimos música, através do iPod e do iTunes.

Agora que tenta fazer o mesmo com a forma como lemos livros e jornais, através do novo iPad e do iBooks (software para ler livros electrónicos).

Só que desta vez, tem a concorrência da Amazon, que é "só" a maior vendedora mundial de livros em papel e electrónicos.

Para melhor perceber esta competição, podemos tentar alinhar a lista dos pontos fortes* dum e doutro:

A Apple tem a seu favor:
  • um aparelho (iPad) bem mais versátil do que o da Amazon (Kindle);
  • um ecrán maior e a cores;
  • uma política de preços para os ebooks bem mais atraente para os editores;
  • um design e estilo bem apelativo.

Já a Amazon parece basear-se em:
  • um formato de ebook (Kindle) que se tornou o padrão da indústria;
  • uma quota de mercado (até agora) de 90% nos ebooks;
  • uma grande lista de títulos já disponíveis;
  • uma política de preços (até US$9,99) bem mais apetecível para o público;
  • uma bateria muito mais duradoura;
  • um ecrán que (embora seja a preto e branco) se lê em todas as condições de iluminação, até debaixo de luz solar directa;
  • um aparelho (Kindle) que custa cerca de metade do iPad.
 
Perante isto, quem irá ganhar esta guerra?

O iPad não é um computador, não vai substituir os laptops (nem permite multitasking, por exemplo), mas permite fazer muito mais coisas que o Kindle (música, filmes, tv, jogos, email, redes sociais,...).
A Apple parece contar à partida com várias editoras de peso (NYT, WSJ, Conde Nast, Harper Collins,...) do seu lado.

A Amazon, pelo seu lado, partiu muito à frente e já tem uma experiência e conhecimento do consumidor consideráveis.

Em quem apostam?