terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Metade da história explica a importância do design

Neste vídeo do TED2007, o designer Philippe Starck, num inglês terrível (pode ligar as legendas em português), fala-nos da importância do design.

Começando por criticar o design cínico e o narcisista, Starck explica-nos para que serve o seu trabalho.



Na verdade, Starck oferece-nos uma perspectiva da evolução da humanidade e do papel que o trabalho de cada um de nós pode ter na respectiva evolução.

Como estamos a meio da história e não somos obrigados a ser génios, ficamos com a certeza de que é preciso dar o nosso contributo para evitar a barbárie...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

As 2 vantagens do iPad

Agora que se apresentam (finalmente) os primeiros produtos realmente concorrentes do iPad, a Apple parte para a guerra com duas grandes vantagens:
  1. chegaram primeiro e têm uma quota de mercado superior a 90%;
  2. dispõem duma rede de lojas próprias.


Enquanto os concorrentes vão vender os seus produtos nas lojas dos operadores de redes de telemóveis e nas lojas de informática, a Apple fará tudo isso e ainda venderá através das suas mais de 300 lojas no mundo inteiro.

Nas lojas da Apple, não haverá aparelhos da concorrência. Claro.

Nas lojas da Apple, os clientes receberão todo o aconselhamento que precisem sobre os iPads. Claro.

Será esta vantagem de espaço de prateleira suficiente para manter a liderança neste mercado, ao contrário do que aconteceu com os smartphones?
O que acham?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

2 lições sobre percepção de valor

Quem trabalha em marketing tem de ter a noção de que o que importa para o cliente é a percepção que ele faz do produto e da marca.

A realidade não interessa nada!

Neste vídeo do TED2009, Rory Sutherland, um homem da publicidade, dá-nos uma série de exemplos hilariantes disto mesmo. São 16 minutos de gargalhada e de grandes lições de marketing.



Destas histórias fantásticas, proponho 2 lições principais:
  1. o que interessa é a percepção do cliente, não a realidade;
  2. a percepção que o cliente forma resulta do próprio produto/serviço, da comunicação da marca e do contexto da marca.
Neste último elemento, inclui-se o papel das redes sociais e da publicidade de-boca-em-boca (veja-se o exemplo das batatas na Prússia, ou dos véus na Turquia de Ataturk).

Alguém propõe outras conclusões?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Novo Livro

‎O Comércio de Sucesso e a Distribuição no Novo Milénio é a página do novo livro que acabo de publicar.

Este versa a "era do comércio livre", com especial incidência no ecommerce e nas grandes mudanças que o comércio e a distribuição sofreram na viragem do milénio.

Para obter um excerto grátis, dirijam-se à página e seleccionem o separador "Oferta".

E divulguem!

Muito!

Por favor!

:)
Clique na Imagem para seguir para a loja online

As 4 fases de afirmação da inovação

O editor da revista WIRED, Chris Anderson, explica neste vídeo do TED2007 a sua teoria de previsão da evolução da tecnologia.

Teoria extremamente interessante e baseada em observações privilegiadas.


Segundo Chris, as inovações tecnológicas passam sempre por quatro fases:
  1. estabelecer o preço adequado;
  2. conquistar quota de mercado;
  3. deslocar uma tecnologia estabelecida;
  4. tornar-se ubíqua.
Como o vídeo já tem quase 4 anos, torna-se super interessante analisar os exemplos apresentados e verificar como seguiram efectivamente estas 4 fases.

Vamos juntar mais uns exemplos?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

4 lições de glamor, para destacar a nossa marca

Como destacar a nossa marca da multidão?
Os mercados do luxo transmitem-nos importantes lições a esse respeito.

Como se vendem cosméticos, relógios, roupas, acessórios, etc, com margens inimagináveis, irrazoáveis, incríveis?
Glamor!!!

Neste vídeo do TED2004, Virginia Postrel, ensina-nos muito sobre a forma de produzir glamor, que podemos usar na construção da imagem das nossas marcas.


Primeiro, é importante entender que produzir uma imagem de glamor passa por transfigurar!
Segundo, esse processo tem 3 fases: idealizar, glorificar, dramatizar.

Em terceiro lugar, é preciso perceber que uma imagem glamorosa tem de incluir mistério, tem de incluir transfiguração e tem de incluir distanciação.
É uma imagem que nos convida a viver num mundo diferente.
No entanto, não pode ser tão distante que não dê para nos identificarmos. Tem de se constituir num mundo a que aspiramos pertencer.

Ou seja, o glamor transcende este mundo e promete levar-nos a viver num mundo perfeito.

Em quarto e último lugar, o glamor inclui sempre uma componente de "Sprezzatura": a arte que esconde a arte. O glamor tem de parecer fácil e natural, sem esforço.

Os exemplos apresentados no vídeo para tudo isto são brilhantes.

Já estão a ver as lições que podem retirar deste vídeo para fazer as vossas marcas, as vossas ideias destacarem-se da multidão?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

3 lições de Seth Godin sobre a criação de tribos

Este vídeo vem na sequência do anterior. No TED2009, Seth Godin brilhantemente explica-nos como criar uma tribo.

Criar buzz para uma marca, ou causa, ou whatever, passa por criar um movimento e uma tribo.
Como?



Seth propõe-nos que o capitalismo passou por 3 fases:
1) produção em série;
2) publicidade massa;
3) tribos (actual).

A chave do sucesso, na fase actual, reside na capacidade de criar uma tribo para mudar alguma coisa, para abanar o status quo.

Mas, para criar uma tribo não precisamos de toda a gente. Precisamos dum grupo de "apóstolos" que depois vão espalhar a ideia.
Precisamos criar um movimento que se torna maior que nós.

Em muitos casos, isso consegue-se, encontrando um grupo desconexo, que ainda não descobriu um motivo central.

Regra geral, isso consegue-se não sendo um carneiro, que se acomoda, mas levantando a cabeça e procurando mudar o status quo.

Seth propõe que existem 3 aspectos fundamentais para o marketing actual:
A) processo;
B) questões centrais;
C) líder.

A) O processo para atingir o sucesso tem 4 fases:
contar uma história -> juntar uma tribo -> liderar um movimento -> criar mudança!

B) As questões centrais são:
1) Quem estamos a perturbar? Não se muda o status quo sem chatear alguém.
2) Quem estamos a juntar?
3) Quem lideramos?

C) O que os líderes precisam fazer:
1) desafiar o status quo;
2) construir uma cultura;
3) ligar as pessoas da tribo umas às outras;
4) ter curiosidade pelos membros da tribo e pelo exterior;
5) empenhar-se na causa e na tribo.

Concordam com estas conclusões?