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terça-feira, 5 de julho de 2011

4 ferramentas de Marketing 2.0

Neste post, pretendo esclarecer o que entendo por Marketing 2.0.
Já todos ouvimos as expressões "marketing digital", "web marketing" ou "blended marketing".
Mas será que existe um marketing "novo"? Será que o marketing mudou?
Ou será que, como é tão comum no marketing, se está a tentar colocar um produto velho numa embalagem nova?

O conceito do marketing, enquanto filosofia de gestão, que olha primeiro para o mercado, para as necessidades das pessoas e para a forma como a concorrência as está a satisfazer, para identificar segmentos de mercado onde a empresa pode ganhar dinheiro, vendendo bens e serviços que satisfazem problemas e necessidades das pessoas, não é nova e ganhou corpo e peso nos anos 60 do século passado.
Autores como Philip Kotler e Peter Drucker alinharam as ideias de base desta disciplina, em particular o já referido conceito de marketing e os famosos 4 Ps.

As ferramentas de que dispõem hoje os gestores de marketing são muito diferentes daquilo que existia na altura, sobretudo aquelas que a internet e, em particular, a web 2.0 disponbiliza, facilitam e potenciam enormemente o seu trabalho.

No entanto, na minha opinião, o processo de marketing continua a precisar de abordar as mesmas 4 fases.

A diferença está na aplicação deste processo de marketing que, com a ajuda destas ferramentas, fica muito mais fácil, muito mais barato e pode ir muito mais longe do que antes:
  1. a web 2.0 permite-nos conhecer muito melhor os potenciais clientes e suas necessidades. Aquilo que exigia demorados e caríssimos estudos de mercado, sem nunca se chegar a conhecer muito bem, está hoje ao alcance das marcas, através do adWords e do Facebook, por exemplo. Segmentar é hoje mais fácil e mais barato;
  2. posicionar sempre foi uma dificuldade para o gestor de marketing. Como seleccionar a ideia "vencedora" que vamos tentar criar para identificar a nossa marca? Hoje, os testes são super fáceis, rápidos e baratos. Até os títulos dos livros são testados online;
  3. implementar essa ideia, criar essa imagem da nossa marca era um processo geralmente anual e descoordenado. Hoje, tanto a fixação do preço, como a promoção da marca, o desenvolvimento de novos produtos e até a sua distribuição podem e devem ser feitos com o auxílio da web 2.0;
  4. é na avaliação que a web 2.0 disponibiliza mais e potentes ferramentas para avaliar... tudo. Tudo o que a marca quiser, pode ser avaliado online.
Com tantas e tão importantes ferramentas, não há desculpa para as marcas continuarem a sofrer de miopia de marketing.
Agora têm obrigação de aplicar verdadeira e mais profundamente o conceito de marketing e centrar a sua actividade na satisfação de necessidades do cliente e não venda do seu produto.
Acham que isso vai acontecer?

2 comentários:

Hugo Mendes disse...

Meu caro,
Parabéns pelo post.
Permita-me discordar da sua abordagem. A Web 2.0 é importante de forma macro, pode até trazer alguma atenção inicial, mas tem o problema de se tornar tóxica ao fim de pouco tempo. Dou um exemplo, usando o facebook que é a rede social mais utilizada. Num perfil com 200 ou 300 amigos, conseguimos acompanhar o que vai sendo publicado. Quando se passa a barreira dos 500 – 800 é impossível acompanhar as publicações com mais de uma hora, mesmo que façamos um exaustivo trabalho de triagem (coisa que a maior parte das pessoas não faz).
Isto tem muita influência na parte da segmentação, pois corremos o risco de, mais uma vez a nossa informação se perder no mar com as demais.
É por isso que se fala já tanto na Web 3.0 que vem, de alguma forma colmatar essas deficiências.
Cumprimentos

Fernando Gaspar disse...

Caro Hugo,

Concordo que a Web 2.0 se caracteriza por aumentar a "inundação" de informação.
Com a web 2.0, os utilizadores da internet deixaram de ser apenas consumidores de informação. Hoje todos produzem informação, o que provoca as dificuldades que refere, para acompanhar as "novidades".
Isso não invalida, pelo contrário potencia, a possibilidade de as marcas usarem a web 2.0 para "ouvir" o que os potenciais clientes dizem sobre o produto, sobre a concorrência, sobre as suas necessidades e problemas.
Quanto mais as pessoas partilham online, mais as marcas podem aprender, se souberem monitorar o que se diz.
Melhor ainda se forem capazes de construir a sua tribo online.
Antes do que aí virá (3.0, ou lá o que for), ainda falta às marcas aprender a usar o que hoje existe, pois nesta área a tecnologia andou claramente mais rápido do que a capacidade do marketing para a usar.
Voltarei à questão da monitorização noutros posts.
Abraço.